29 de abr de 2010

Só sociedade há de orientar

Que prazer!
Aqui posso comprar
Marcar meta para fazer
Tudo pelo capital
Dinheiro, motivo de ser
Dinheiro para ter prazer,
E do acidente acontecer
Nascer
Crescer, envelhecer, morrer
Começa com o prazer
E muito desgosto ao entardecer
Orientado para seguir a massa do ocidente
E demasiado tarde
Para o oriente ir
Já estou ocidentado, orientado a gastar
Ter, fazer, acidentar
E novamente acontecer
Para que o próximo acidentado
Também seja ocidentado
Tentado a ser adepto
Do desprazer
De ver envelhecer o sentimento.
Tudo que digo é um grande lamento
Momento ocioso
Mas valioso, pois sem ele
Estou tentado a continuar
Ocidentado

20 de abr de 2010

Estereotipo

Qual é o seu jeito?
O que determina seu estilo?
Adere ao que foi feito?
Ou veste-se de qualquer jeito?

O quão importante isso é?
Tanto para o homem ou para a mulher?
Vai fazer suas ações e
Demonstrar suas pretensões?

Hoje não sou emo,
Funkeiro, ou pagodeiro
Punk, skinred, faroleiro,
Bicho-grilo, playsson ou roqueiro
Erudito, marginal,
Mauricinho e cara de pau
Burro ou inteligente.
Sou massa
Faço parte, sou gente!

Descolado de um tipo
Nem de time e muito menos
De partido participo
O que sou é estéril
Não faz filhos, nem seguidores
Do parto não sente as dores
Estéril soa bem, sons bem legais
Por isso se me perguntarem, direi:
É estéril o tipo, que vivo.

19 de abr de 2010

Poesia pra apagar com os olhos que não querem ver.

Você tem o beijo e o quejo na mão,
não se vá antes não,
não se vá antes de me cortar.
me embrulha e pede pra levar.

Me leva e pede pra ficar
num pouco, uma noite louca
Ter você na nuvem da cabeça
é um sorriso,
Pois que, ter você na mão
é um sorriso largo.

Não, não tenho
e agora isso é sonho e só...
mais que um dia vai ser real em pó.
e no meio desses quereres e desencantos,
é desejar um homem, eu o quero um tanto.